"O
amor que vive em mim vem visitar, sorri, colorir, solar"...
Choro de
emoção enquanto escrevo estas palavras. Emoção pelo simples, e é justamente a
simplicidade que faz o diferencial da vida.
Estava aqui
ouvindo a canção “Pra Você Guardei O Amor”
com Nando Reis e Maria Canas. Amar desta forma e ofertar esse amor a alguém
ultrapassa todo o entendimento humano e só o divino para compreender.
Todos nós
nascemos dotados do sentimento e da capacidade de amar. Na primeira estrofe, o
músico diz exatamente isso: ele sempre sentiu esse amor dentro dele, mas nunca
conseguiu dividir com ninguém, nunca conseguiu relacionar-se nessa magnitude
com ninguém, tendo guardado esse sentimento.
Logo na
estrofe seguinte, ele manifesta a vontade que sempre teve de viver esse
sentimento de verdade. E percebe que o amor, que vivia dentro dele ( como em
toda a humanidade ), tomava uma outra forma, fazendo com que ele ficasse
ansioso ( visita esperada ), sorrisse, compusesse ( colorir, solar ) belas canções; amor que aquecia o peito, permitindo que
fluísse.
A estrofe
seguinte diz que só consegue viver este amor de verdade, quem se dispõe a
entendê-lo, com todas as suas imperfeições, quem o aceita, seja como for; e
quando ele diz: 'no giz do gesto', o que está querendo dizer? Bom, pra mim, o
termo correto seria 'gesto do giz' e seu contrário 'giz do gesto. O gesto do
giz não pode ser apagado. É uma ação. Mas o giz do gesto pode: é o que se
escreve, para representar o que se quer. Como o amor, que é eterno enquanto
dura, e pode mudar de figura.
Adiante ele
assume que não sabe por que guardou tanto amor, além da falta de coragem de
permitir-se viver isso. Reconheceu que amar é muito bom, e que perdeu tempo
tentando se isentar de senti-lo.
Continuando,
ele finalmente encontra-se amando, tendo encontrado a pessoa 'ideal' para
compartilhar tal sentimento, sem que fossem necessárias explicações para
isso. Ele declara que seu coração ( o gelo ), vai derreter, vai queimar no fogo
( o amor ).
Então, livre
da fortaleza de 'ser durão', ele relembra o mesmo amor, tendo crescido
observando seu refletir nos pais, podendo ele próprio agora vivê-lo, sem
amarras, culpa ou medo.
A vida muda
tanto, que ele sente como se estivesse nascido outra vez, como fala na última
estrofe. É como se tivesse começado a viver naquele instante, mais valoroso,
mais pleno.
A sequência
'lápis, edificio, tevere, ponte' tem uma simbologia. ( Esse cara é um gênio!)
O lápis, é de
madeira, mas frágil. Edifícil demora a ser construído, mas é forte, e quando
terminado, abrigam pessoas ( neste caso sentimentos ) diferentes, é grande,
alto, etc. A ponte é algo que liga dois lados opostos. O músico sugere ligação
entre as duas pessoas pelo sentimento nobre do amor.
Quando ele diz
'meus lábios beijam signos feito sinos', refere-se ao casamento, caminho que
esse amor que sente acaba tomando.
E então,
'trilho a infância, terço o berço do seu lar' - refaz os caminhos que viu
quando criança, de marido, pai, e assim, prepara-se para o ser.
Não é lindo?!
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