“Queixo-me
às rosas, mas que bobagem; as rosas não
falam”.
Num
sábado desses, estava assistindo a um programa sobre samba num canal estatal. Não
lembro bem qual o programa, só sei que é apresentado por Diogo Nogueira. Durante
o programa, o filho do João contou uma história muito interessante sobre esta
bela obra-prima do Cartola. Certo dia Dona Zica, companheira de Cartola,
recebeu de presente um buquê de rosas. Plantou no seu jardim e no dia seguinte
ficou surpresa ao ver que muitas rosas já haviam germinado. Chamou Cartola e
perguntou para ele sobre o fato. O poeta respondeu que não sabia, afinal, as
rosas não falam. Após dizer isso, Cartola percebeu que isso tudo poderia “dar
samba”, e ficou com aquela frase na cabeça. Pegou seu violão e em poucos
minutos a canção estava acabada.
A história
é engraçada, mas só se transformou em música porque aconteceu com um gênio
chamado Cartola. Mesmo sem estudo acadêmico, o compositor sempre teve facilidade
enorme para compor canções de amor e sambas bastante realistas.
As
rosas não falam é uma de suas maiores obras. Foi cantada por grandes artistas
da nossa música e já foi trilha sonora em três novelas. Tudo isso é uma prova
de que as composições de Cartola são perpétuas. A letra da canção não tem muito
a ver com a história que inspirou o compositor. Na música, um homem está desesperado
por não ter o amor de sua amada. Resolve queixar-se para as rosas, entretanto
as queixas não adiantam em nada, afinal as rosas não falam.
Quem
gosta de samba, poesia e romance não pode deixar de ouvir Cartola. Para ser
ainda mais direto, NINGUÉM pode deixar de ouvir Cartola.
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