“Todo artista tem de ir aonde o povo está”
Hoje a tarde, enquanto cuidava da minha “filha Júnia”, ouvia o genial Milton nascimento. Todas as
músicas do Milton me encantam, e inclusive já comentei algumas aqui no blog.
Hoje, depois de mais uma audição, resolvi escrever um pouco sobre a linda canção
que talvez seja o hino oficial daqueles que andam “com a roupa encharcada e a
alma repleta de chão”... No HQ “Histórias
do Clube da esquina”, de laudo Ferreira e Omar Viñole, os autores referem
que mesmo não sendo a principal música do disco Caçador de mim, Nos bailes da vida teve grande
repercussão, talvez até igual à música que dava título ao álbum.
A canção é um intenso relato
sobre a vida difícil dos artistas da música, principalmente no início de
carreira. A letra emociona; principalmente o trecho que diz que para um cantor
nada é ruim, não tem lugar onde ele não vá e até mais do que isso – “todo
artista tem de ir aonde o povo está”. Através desta pérola, a obra de Milton
Nascimento e Fernando Brant mostra como o artista é incapaz de fazer algo
diferente do que lhe é pedido. Somente cantando e vivendo ou vivendo para
cantar é que ele atinge o sucesso esperado.
A música transformou-se em uma
verdadeira oração para os jovens que hoje aspiram viver da arte de cantar e
emocionar outros corações.
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