terça-feira, 30 de novembro de 2010

Memória de Minhas Putas Tristes – Gabriel Garcia Márquez


O que significa a velhice? É um simples fato numérico, contado aos cinqüenta, relembrado aos sessenta e temido aos setenta, ou algo que implica naquilo que somos, em nossas atitudes e perspectivas sobre o mundo?
É esta a indagação que Gabriel Garcia Márquez faz nesta obra que contribuiu para reafirmar seu prêmio Nobel de Literatura.
Um ancião, na véspera de seu aniversário de noventa anos, sente um desejo louco de viver uma noite de amor com uma virgem. Não apenas mais uma das centenas de mulheres promíscuas que passaram por sua vida, mas aquela que exalasse a pureza de nunca ter sido tocada.
Ao narrar sua história, ele mostra como seu velho coração é invadido por aquele sentimento que até então somente tinha ouvido falar, sem conhecer realmente seu significado: o amor.
Uma menina de 14 anos que precisa criar os irmãos e terminar de criar-se, desperta uma chama oculta na vida do nobre jornalista, que passa a transbordar esse sentimento nas suas crônicas, agora apaixonadas, no jornal de domingo.
Uma história que realmente nos faz pensar no quanto inusitada é a vida e no valor que devemos dar a cada segundo, pois ele é único e depois dele pode haver mais um, ou não.

2 Comentários:

Às 4 de dezembro de 2010 08:38 , Blogger Cleo disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
Às 4 de dezembro de 2010 08:43 , Blogger Cleo disse...

Li esta obra e gostei muito, me lembrou meu pai que dizia “meus oitenta e cincos anos passaram tão rápido que não percebi”. Hoje olho pra dentro de mim e não sei pra onde foram os meus cinqüenta, espero poder viver melhor estes poucos que restam. É meu desejo haver mais uns, ou não.

 

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