sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Entregue-se com tempo, carinho e disposição à leitura de O Tempo Entre Costuras e tenho a certeza de que não irá se arrepender...


Hoje trago para vocês a indicação de um livro fabuloso que tive o prazer de desfrutar a alguns meses atrás. O Tempo Entre Costuras narra a história de Sira Quiroga, uma jovem espanhola que aprende a costurar para ajudar sua mãe a ganhar o pão de cada dia. Ela está de casamento marcado, mas se apaixona perdidamente por outro jovem e deixa tudo pra trás pra viver com ele. Troca sua pacata rotina em Madri pelo desconhecido Marrocos, seguindo uma avassaladora paixão. Ela e seu amado Ramiro, um aventureiro em busca de dinheiro, vivem momentos de romance, glamour e futilidade. Mas o sonho vivido por ela acaba quando, de uma hora para outra, é abandonada no Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Porém, se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos. Completamente sozinha e sem dinheiro, com uma dívida enorme para saldar e contando com a ajuda da “muambeira” – uma das melhores personagens do livro em minha opinião – Sira vai aos poucos remodelando sua vida entre uma costura e outra em meio a duas guerras, se misturando com personagens reais e fictícios e ganhando cada vez mais a empatia do leitor. As reviravoltas também são interessantes: quando as coisas começam a se acalmar e acreditamos que Sira possa viver tranquilamente com a máscara que criou para enfrentar o mundo, Dueñas, a autora do livro, coloca a heroína em uma nova fase, precisando se reinventar novamente. Confesso que muitas vezes tive sentimentos confusos com relação à personagem principal, sobretudo no começo do livro quando ela estava completamente cega de paixão. Mas Sira não é uma personagem estática, imutável, e ela aprende a se virar sozinha e a não querer nem precisar depender de homem nenhum para viver. Ela escreve sua própria história e aprende a dançar conforme a música. Ela se transforma sem perder sua essência, evolui sem deixar de ser ela mesma e é isso que torna esse livro tão cativante e tão merecedor de todos os elogios que possa receber. Minha única reclamação, se é que assim posso chamá-la, é que fiquei o livro todo esperando o momento em que Sira apareça com uma rosa na mão como na capa, e esse momento nunca chegou. Mas talvez eu tenha devorado o livro com tanta gana que a rosa tenha passado despercebida. Recomendo com muito entusiasmo!

 

2 Comentários:

Às 2 de novembro de 2013 14:11 , Blogger Keu Dias disse...

Caro amigo,
Ainda bem que posso voltar a contar com suas, maravilhosas, sugestões literárias. Claro que vou ler! Beijo em suas meninas!

 
Às 2 de novembro de 2013 14:36 , Blogger Expresso Cultural disse...

Minha querida, que bom que você está acompanhando... Aceito sugestões hein? Abração!!!

 

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